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Informações Técnicas

Teoria sobre construção de Cascos para Modelismo Naval

Escrito por Edmar Mammini

O casco é a parte mais importante do barco, é praticamente o barco, sem casco não existe barco. Em modelismo existem algumas maneiras de se construir cascos, a saber: Casco de madeira, de Resina e fibra de vidro, de Plástico com Vacuum Forming e Metálico.

Cascos de madeira; acredito que seja o mais usado, este também tem suas variações, a saber: Casco em pão e manteiga, casco com cavernas e ripinhas, casco massiço, casco massiço ou pão e manteiga recoberto com ripinhas.

O que vamos explicar é o casco com cavernas e ripas, talvez o mais usado em modelismo para navegar, tendo em vista que os demais servem somente para modelos estáticos. Em geral os kits para montar em madeira vêm com esse tipo de construção, uns com a caverna vazada e outros com a caverna cheia; o que vale dizer uns mais leves e outros mais pesados. Se o barco for para navegar se torna necessário retirar a maior parte do interior das cavernas deixando tão somente as primeiras de proa e as últimas de popa com o cheio.

Quem for construir a partir de desenho e não kit vale antes de tudo escolher a madeira; a melhor madeira é o cedro, em segundo o mogno (são parecidos mas não iguais). Fora estas, as outras não se prestam, as madeiras de cor clara como pinho, pinus, caxeta, guapuruvu, virola e assemelhados são uma porcaria para esse serviço.

A madeira para as ripinhas do casco devem estar bem secas, e descansadas no mínimo 3 meses depois de cortadas na medida para se iniciar o trabalho de montagem.

Mas onde conseguir isso? é realmente um problema, ninguém ajuda, primeiro que todo madeireiro é embrulhão e só visa lucros, segundo, os marceneiros que nos poderiam dar uma mão são de caráter estranho, não sentem prazer nenhum em nos ajudar, e terceiro é necessário se ter uma serra circular de boa qualidade com motor de no mínimo 1/2 HP para recortar as ripinhas, quem não a tiver vai ficar na dependência de outros porque sem ela não se faz o serviço.

Para as cavernas deve-se usar compensado multi-folhas (5 no mínimo) a prova d'água ou colado com lâmina e não cola branca. Pode ser virola ou cedro de preferência, a espessura é 1/150 do comprimento e aproximando o valor, assim, um modelo com um metro de comprimento deve ter cavernas com 6 a 6,5 mm de espessura, de 1,5 m 10mm de espessura e assim por diante.

Outra máquina necessária e indispensável é uma serra tico-tico do tipo robusto, nada de Dremmel ou Proxxion ou assemelhada, melhor a Acerbi ou então a Ferrari ou coisa perecida. Os preços são compatíveis, o que não é compatível é o espaço que ocupa, em geral maior que o modelo, daí começa a encrenca com a mulher pelo espaço.

A quilha, a roda de proa e a roda de popa são outras partes bem delicadas, se for navegar devem ser feitas de mogno de preferência e em segundo em cedro ou então em amendoim, que é a melhor, mas difícil de achar. A arataca ou estaleiro, sabe o que é isso? não ? eu explico...

Ao se construir um modelo de barco em madeira deve-se começar pela quilha, rodas de proa e popa-se você não sabe o que é isso é bom ir se ilustrar em dicionários (0 Aurélio tem), se não, não vou conseguir escrever o artigo. Uma vez colados um no outro com araldite, seja este rápido ou lento mas nunca cola-tudo Duco ou cola cascorêz ou tenaz.

Essa peça linda que é o conjunto da quilha e as rodas devem ser fixadas em uma arataca. ( essa não tem no Aurélio).

Arataca ou estaleiro é um T -invertido- feito de madeira compensada de 1/50 o comprimento do barco- 1m : 20mm- captou? Na qual se deve encaixar as pontas das rodas, apoiar totalmente a quilha e mais, a quilha deve estar parafusada ( para soltar no fim do trabalho) na parte da perna do T, a base do T sobre a mesa de trabalho. A arataca deve ter o comprimento compatível com o do barco e a largura da base de tal forma que se encaixe dentro das cavernas. Veja a foto n.º 1

A arataca deve ser absolutamente reta e sem empenos, se as tiver irá transferi-los ao modelo. A razão dessa peça é exatamente manter o casco em montagem sempre alinhado, não permitindo que ele empene ou se torça. Só deve ser retirado do casco após este estar praticamente pronto.

As ripas devem ser cortadas em uma largura compatível de 14 a 15 vezes a distância entre a quilha e a borda do casco na secção média, e a espessura é de 1/400 o comprimento, assim um modelo com um metro terá a espessura de 2,5mm, lixando-se o casco, então ficará entre 2 a 2,2mm o que é bom.

Deve-se começar a colar as ripas no bojo do casco, portanto nem fundo nem borda. Cole uma de cada lado por vez, se fizer mais que isso pode começar a querer empenar. Cole depois as da borda, se possíveis duas no bojo e duas na borda, isso bem entendido, duas de cada lado. Essas ripas devem ser coladas com super-bonder ou assemelhados, nunca use pregos mesmo de latão, depois que inventaram a cola de Cianoacrilato pregos é coisa do passado em se referindo a modelos de barcos. Você deve observar que: 1º, as ripas são paralelas, 2º que os espaços não são paralelos entre elas; então que fazer? um saco, mas é preciso. Você dever dividir os espaços na secção média, o da proa e da popa, calcular quanto diminuiu ou aumentou, dividir pelo número de ripas que cabe lá e diminuir as pontas ou os meios das ripas ma mesma proporção. Somente assim não ficarão vãos entre as ripinhas que compõe o costado do casco.

Terminado o fechamento de todo o casco comece a lixar e dar acabamento, nos pequenos vãos, faça o seguinte; passe cola superbonder e coloque o pó da lixação sobre ela, vai ficar parecendo um pedaço de madeira de tão duro, nos vãos maiores faça um embutido com restos de ripas cole da mesma forma.

Espere uns três dias antes de desparafusar a quilha da arataca, tenha paciência senão poderá perder o trabalho bestamente, o empenamento ainda estará lá presente, deixe repousar quantos dias a mais e menor será a probabilidade de defeitos.

Uma vez desenformado da arataca, lixe por dentro para tirar as arestas somente, fixe o casco num suporte, pode até ser o suporte definitivo do modelo, e chegou a hora de resiná-lo por dentro. Compre resina poliéster ou epóxi, compre manta trançada bem fina, tipo malha.

Se você não tiver prática a fazer isso não se meta, vai estragar o que está feito, ou então pratique em outro lugar antes de iniciar o serviço.

Uma vez com prática, resine o barco por dentro e coloque somente uma manta de proteção, não exagere na resina deixe-a bem fina, será o suficiente para nunca mais esse casco empenar vazar ou trincar, vai ficar uma maravilha de serviço. Esse é único jeito de se fazer um casco com cavernas e ripas que preste, o resto é resto mesmo.

           

           Cascos em Madeira tipo Pão e Manteiga

Este tipo de construção é sem dúvida a mais perfeita que tem, alem de permitir alterações que se fizerem necessárias.

Para se fazer esse tipo de construção é necessário alguns requisitos que muitos modelistas não tem normalmente, a saber: 1ºser desenhista, 2º Ter serra de fita (band saw)ou uma boa tico-tico(Jig saw) 3º ter uma boa lixadeira de disco profissional, marca Bosch, Makita, Sir ou assemelhada. Lixadeirinha de modelismo não consegue encarar o serviço.

Se o leitor tem esses itens então vamos ao serviço. 1º As plantas, desenhos ou planos dos barquinhos a se fazer dificilmente têm o plano de linhas do casco. Em geral têm o desenho das cavernas e a distância entre as mesmas, e daí saem os cascos explicados no artigo anterior.

2º Fazer os planos de linhas é trabalhoso mas para quem for desenhista é moleza; e aqui vai a descrição de como fazer ou melhor transformar o perfil das cavernas em plano de linhas.

3º Existem dois tipos de planos de linha a) vista lateral, e b) vista de fundo ou de cima (que dá no mesmo, depende de como se interpreta).

O que vamos usar é o visto de cima. Arrume uma mesa de desenho que seja igual ou maior que o comprimento do barco, se não tiver, compre uma porta dessas vagabundas em casa de material de construção mas que seja da compensado ordinário desse que desmancham com a chuva assim se sua mulher encher o saco com a tal da porta, depois de usa-la deixe pegar chuva ela se desmancha e você joga tudo fora, e fica numa boa.

A mesa/porta dura até você terminar o desenho.

Como barco quase não tem partes retas, régua aí é um instrumento de pouca necessidade, vá até a loja onde você comprou a porta e compre uma cinta de passar fios em eletrodutos; a de 5 metros (que é a menor que tem, serve) e essa vai ser sua régua, isso é uma régua que faz curva, é uma maravilha da natureza.

Arrume uns pedaços de pontas de caibros de peroba ou assemelhada e faça uns pesos para você prender a régua onde lhe interessar; serre uns "gaps" (pequenas fendas) com uma serra de serrar ferro e enfie nessa fenda a cinta metálica e com ela você fará lindas curvas de níveis.

Tendo esse maravilhoso instrumento de desenho em mãos inicie o serviço colando com fita crepe o papel de desenho na mesa/porta.

Cole sobre a mesa também o desenho dos perfis das cavernas.

Na linha divisória entre proa e popa divida em partes iguais a espessura da madeira ser usada na confecção do casco, por exemplo iremos usar um compensado de 10 mm de espessura, é fácil de achar, é uma medida boa de se trabalhar, enfim imaginemos 10 mm. Se entretanto você tiver dúvidas, primeiro compre a folha de compensado e depois faça o desenho, o trabalho é o mesmo.

Para fins de explicação iremos ficar com os 10 mm (em média), os compensados não possuem a mesma espessura em todo seu tamanho variando em geral para menos do que isso, mas a espessura da cola a ser usada compensa essa falha. Divida em partes inteiras de 10 mm; assim, se o casco tiver 180mm de altura, teremos de usar 18 folhas para faze-lo. Essas folhas são em geral igual ou menor do que comprimento e largura do casco, por aí calcula-se a quantia de folhas de compensado a serem compradas. Os compensados com raríssimas exceções tem 2,20 m x 1,60 m de tamanho.

Vamos ao desenho propriamente dito : feita a divisão inicial, faça agora a divisão do comprimento do casco pelo número de cavernas , em geral isso já vem feito mas se não tiver... chegou a hora de faze-lo. Desenhe a largura máxima das cavernas na boca do casco e coloque no desenho. Isso dará já o tamanho e perfil da boca. Use a cinta para traçar isso, tire a média entre os pontos encontrados , sempre existe um erro de desenho nas coisas.

Agora comece com a caverna N.º 1 meça a distância, entre a linha de proa e a coincidência do perfil dela com a linha que representa a primeira tábua, ponha um número minúsculo de identificação (para não se perder depois) faça isso com a segunda caverna a terceira e sucessivamente com todas as que cruzarem a tábua N.º 1 e ponha o mesmo número em todas ,1 por exemplo, agora pegue a régua maravilhosa que é torta pela própria natureza e faça um risco unindo esses números ,essa é a metade da primeira tábua a ser recortada.

Faça a mesma coisa com os demais pontos de encontro das cavernas com as linhas que representam as tábuas. Assim você terá um monte de linhas que se chama plano de linhas. É por aí que iremos começar a construção do casco tão desejado.

Usando papel carbono, papelão fino ou cartolina grossa, copie via carbono o perfil de cada tábua em cartolina, numere para não se perder no mundo de moldes de cartolina, feito isso comece a riscar a tábua, primeiro divida-a pelo meio na longitudinal, depois copie um lado com o molde de cartolina depois rebata o molde e copie o outro lado, e assim sucessivamente, até desenhar todas as tábuas.

Feitos os desenhos recorte-os com serra de fita ou tico-tico, para melhor acertar a colagem que se seguirá desenhe nessa mesma tábua o perfil da que irá ser colada sobre ela. Alem do mais como esse desenho pode se perder por dissolução pela cola, faça também quatro cortes de serra pequenos e nas laterais exatamente onde deveriam estar as cavernas que determinam a secção paralela do casco. Faça o empilhamento obedecendo esses cortes.

Recortadas as tábuas não perca tempo em lixa-las ou melhorar o perfil das mesmas esses se perderão na colagem.

O melhor tipo de compensado é o mais barato, esse casco nunca será colocado na água, e poderá ser imunizado contra cupins se for ser usado como casco de modelo estático. Na maioria das vezes ele é usado para se tirar o molde em fibra ou o molde a vácuo ou ainda o metálico e depois jogado fora, então porque comprar madeira de primeira?

Para o casco ficar mais leve convém recortar o miolo da tábua sem contudo chegar a cortar a parte a ser usada, o furo a ser feito deve ser menor do que o perfil da tábua subsequente e de ambos os lados da colagem. Convém também fazer dois furos deixando uma travessa no meio ,evitando dessa maneira que o casco se dilate com a umidade residual da cola.

A melhor cola para se fazer isso é a Cascorês, cola branca tipo Tenaz porem compre lá na mesma loja da porta e da cinta, um litro de cola, sai bem mais em conta.

O melhor jeito de se colar isso é impregna-la com cola só de um lado e mais, fixar cada tábua sobre a outra com pequeno prego, se possível sem cabeça e ainda remachado dentro da tábua.

Comece colar pela parte na qual uma única tábua irá de proa a popa, você vai notar pelo desenho que as vezes uma ou duas tábuas que estão na borda falsa do barco não faz isso; desse modo comece a colar pela tábua subsequente, uma vez todo colado, então cole esses pedaços de tábuas para poder ter o perfil exato e desejado.

Uma vez colado o casco, espere no mínimo 3 dias sem chuva, se estiver chovendo espere uma semana, se não a cola não seca, lembre-se o solvente dela é água, e esta encharca a madeira e madeira encharcada deforma. Espere a secagem total, e daí então comece a lixar.

Como já referido no inicio do artigo, a lixadeira tem que ser do tipo parruda, de hobby pifa na 1ª hora de serviço. Usando disco de lixa n.º 36 ou 40 comece a desbastar as quinas (ou arestas) entre as tábuas, até que o casco comece a tomar forma de casco realmente, quando as quinas sumirem o casco já tomou forma. Os cortes que foi pedido no local das secções paralelas permanecerá, e ele servirá de guia para mais um controle da lixajem. Através desses cortes localize as cavernas marcadas e de volta ao desenho copie sobre o casco um risco que corresponde exatamente onde fica cada caverna.

Feito isso, recorte de cartolina grossa ou papelão, todas meias secções das cavernas existentes, mas pelo lado de dentro e não o de fora, ou melhor a cartolina deve representar o perfil do lado de fora do casco, não esqueça de numera-las.

Com as secções nas mãos, coloque sobre os riscos no casco com o número da caverna correspondente, esse perfil de cartolina; este deverá se justapor a madeira lixada, se isso não acontecer, lixe novamente até que se justaponham. Faça isso com todas e dos dois lados, bombordo e boreste.

Terminado o serviço o casco estará pronto e perfeito.

Nos próximos artigos iremos explicar como se usa esse casco para fazer moldes para cascos em fibra e para "vacuum forming", e ainda como recobri-lo com ripinhas imitando o real.

Edmar Mammini

 

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